05 dezembro 2010

Sermão - A arte de virar o jogo no segundo tempo

Texto base – Juízes 11.1-11

Introdução

Dunga assumiu o comando da seleção brasileira em 2006, após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo para a França com o objetivo de apagar o fracasso da seleção Canarinho. Não conseguiu cumprir seu intento. Na sexta-feira, 2 de julho de 2010, o Brasil perdeu de virada para a Holanda por 2 a 1, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeht, deixando para trás o tão esperado sonho do Hexa, por achar que o jogo já estava garantido. Não lembrou que “O jogo só acaba quando termina”. Em contra partida, a Holanda não se deu por vencida, foi pra cima e virou o jogo no segundo, ganhando a partida e garantindo sua continuidade na copa.

Na vida é sempre assim, enquanto muitos se resignam diante dos reveses da vida; outros não se dão por vencidos, lutam, aprendem “a arte de virar o jogo no segundo tempo”

Exposição do texto:

O texto que lido conta a historia de um homem chamado simplesmente de Jefté. Ele era um guerreiro corajoso, hábil que liderou Israel na batalha contra os amonitas, porém o maior inimigo de Jefté não era os amoreus, era seu próprio destino. Pois Jefté era filho de uma prostituta, Currículo sujo demais para quem quisesse ser alguém na vida! Não bastasse, seus irmãos o rejeitaram, expulsando-o do meio deles. Assim Jefté foi obrigado a viver entre marginais, pois só ali havia lugar para um filho bastardo, filho de uma prostituta; filho do pecado. Jefté foi vitima do preconceito, do desamor, da crueldade humana; da própria vida. Entretanto, Mas Jefte aprende “a arte de virar o jogo no segundo tempo”

F.TQuais são as lições que Jefté nos ensina sobre a arte de virar o jogo no segundo tempo?

1. NÃO NOS DEIXAR SER ARRAZADOS PELAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA PELAS QUAIS NÓS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS

Jefté era filho de uma prostituta, o que para a época, e ainda hoje é um estigma. Mas esse estigma que ele carregava não era culpa dele. Ele não teve como decidir de quem nascer. Ele não era responsável pelos atos de sua mãe. Por isso ele não se deixar ser abatido por algo que ele não é culpado.

Como ele muitos de nós nascemos com desvantagens, negros, nordestino, filho de pobres... Etc.

Thomas Alva Edison, o inventor da lâmpada elétrica era filho de um operário de ferro-velho e começou a trabalhar com 12 anos vendendo jornais.

Henry Ford também veio de uma infância muito pobre. Para ele isso não foi obstáculo. Ao contrário, foi uma força motivadora.

Martin Luther King foi discriminado por ser negro, mas não se deixou ser abater pelo preconceito racial e foi eleito presidente dos Estados Unidos em 1960, derrotando o rival Richard Nixon.

2. NÃO DEIXAR QUE OS ELEMENTOS EXTERNOS INFLUENCIEM NOSSAS VIDAS

Era filho de uma prostituta, mas era tinha honra... Vivia no meio de homens maus, levianos, mas tinha caráter e não se deixou influenciar por eles.

É um desafio a psicologia comportamentalista

Francis Bacon, poeta e filósofo inglês, “Não se pode negar que elementos externos influenciam nossas vidas. São favores, oportunidades, mortes, ocasiões apropriadas; mas o molde básico do destino de cada um está em suas próprias mãos”.

3. NÃO PERMITIR QUE AS CIRCUNSTÂNCIAS SEJAM DETERMINANTES PARA O NOSSO FUTURO.

Jefté tinha conhecimento de onde e como se encontrava no momento, mas não era aquilo que ele queria para seu futuro.

A maioria das pessoas está presa a sua sorte... Sou feio, sou baixinho, nariz grande, filho de um pai alcoólatra, mãe prostitua...

Seu papel é mostrar que as forças do destino cruel não prevalecem na sua história.

O Que Deus honra ninguém desonra... Faça como Jefté, não fique de braços cruzados.

4. VERMOS SEMPRE AS CIRCUNSTANCIAS, POR PIORES QUE SEJAM, COMO UM TEMPO PARA APRENDERMOS NOVAS LIÇÕES

Jefté usa o tempo entre os marginais para aprender a lutar com eles.

O que você tem aprendido no exílio da vida, quando pessoas lhe menosprezam?

5. AGARREMOS AS OPORTUNIDADES, POIS ELAS PODEM SER AS ÚNICAS.

Jefté bradou, Quero ser Líder, quero ser cabeça. E você? Mercadejador de Pérolas vendeu tudo por uma pérola de maior valor.

Conclusão

“O jogo só acaba quando termina”, diz o ditado popular. Nesse adágio popular contem duas grandes lições. A primeira é que nunca devemos nos vangloriar achando que o que temos ou o que somos é algo garantido, ou definitivo, ou seja, nunca devemos contar com a vitória antes do tempo. A segunda e a que eu considero mais importante é que nunca devemos nos resignar, nos conformar com as aparentes derrotas, sou seja, nunca devemos desistir de lutar e nos dar por vencidos

Assim, pra qualquer uma das duas situações acima citadas, “O jogo só acaba quando termina”.


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