15 junho 2012

Sermão - A fidelidade do cristão


Texto base - Lucas 12.42-48

INTRODUÇÃO
A fidelidade do cristão é medida por um conjunto de práticas e por uma entrega incondicional da sua vida ao Senhor.
Nesta lição veremos que o cristão fiel é, em primeiro lugar, um servo que se mantém na sua posição. Em segundo lugar, ele sabe que, apesar de servo sem direito a qualquer reivindicação, o Senhor, pela sua grande misericórdia, o recompensará. Portanto, vejamos:

I – ELE SE MANTÉM NA SUA POSIÇÃO DE SERVO
Estar posicionado é não deixar seu posto de atuação, nem relaxar com os deveres previamente estabelecidos. O texto diz: “a quem o senhor pôs...” (v 42).
Então o servo fiel é aquele que:

1. Exerce a sua mordomia com prudência – (v 42)
Ele faz a vontade de Deus de maneira sensata e criteriosa, pois conhece o seu Senhor e sabe que é “duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste” (Mt 25.24).
Antes de entregar tarefas aos seus servos, o Senhor faz advertências de que estamos lidando com um Deus Santo (Ex 3.5; Js 5.15).

2. Sabe suas obrigações – (v 43)
Feliz o cristão que quando o Senhor voltar achá-lo servindo de acordo com os critérios estabelecidos na Palavra.
Infelizmente a maioria dos cristãos está estabelecendo os seus próprios critérios. No entanto, precisamos saber qual o nosso dever.
Fui estabelecido na Igreja músico? Evangelista? Mestre?
A felicidade do cristão está em saber a sua obrigação e cumpri-la.

3. Age com responsabilidade
Nadabe e Abiu morreram porque levaram fogo estranho perante o Senhor (Nm 26.61), ou seja, tentaram fazer a obra de Deus irresponsavelmente. Provavelmente estavam embriagados quando entraram no templo para sacrificar.
O texto nos adverte dizendo: “Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se” (v 45).
Maldito todo aquele que fizer a obra do Senhor relaxadamente (Jr 48.10).

4. Permanece em vigilância
“virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á...” (v 46a)
Um exemplo de descuido podemos ver na atitude das cinco virgens que tentaram se preparar no último instante e não conseguiram entrar para as bodas do Cordeiro (Mt 25.10-13).
Os cristãos, atualmente, deixaram a obrigação com o Reino de Deus e estão correndo atrás do prêmio deste mundo. Talvez estejam planejando fazer a obra do Senhor depois que conseguirem conquistar o mundo inteiro. Mas devemos saber que o dia e a hora são surpresa para o crente descuidado. Portanto, a sua sentença será: “... e lhe dará a sua parte com os infiéis” (v 46b)

II – ELE ESPERA SUA RECOMPENSA DE SERVO
A Bíblia diz que aquilo que o homem semear, isto ele colherá (Gl 6.7). Portanto, uma recompensa, de acordo com o texto que estamos estudando, pode ser boa ou má. Se alguém semeou na carne, irá colher corrupção. Se semeou no espírito, colherá vida eterna (Gl 6.8).
Tanto o cristão fiel como o infiel receberão galardão, de justiça ou de injustiça. Sendo assim:

1. Devemos ter consciência do valor do galardão - “Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá” (v 44)
Todos nós almejamos este tipo de prêmio. Queremos herdar as riquezas celestiais. Mas Jesus disse que para isto é preciso renunciar às terrenas (Mt 19.21; Lc 14.33). Somente aqueles que foram fiéis na obra do Senhor poderão contar com este tipo de recompensa (Mt 25.21).

2. Devemos ter consciência do castigo que receberemos pela desobediência -“E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (v 47)
Quem sabe o que se deve fazer e não faz ou faz o que não se deve está cometendo o pecado da desobediência. Por todos os meios, a Palavra do Senhor é divulgada: na EBD, nos cultos, nas reuniões de oração, e ainda deve-se levar em conta que todos os cristãos possuem uma Bíblia em casa. Portanto, não fazem porque são desobedientes.

3. Devemos ter consciência do castigo que receberemos por causa da omissão - “Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado...” (v 48a)
 Esta é outra maneira de pecar contra o Senhor. Podemos denominá-lo de pecado de omissão. Neste caso, o cristão não se interessou em saber, não frequentou a EBD, os cultos doutrinários e nem se importou em ler a sua Bíblia.

4. Devemos ter consciência das condições impostas naquilo que abraçamos - “... E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (v 48b)
Quando oramos pedindo dons e talentos a Deus, nem imaginamos que estamos pedindo mais responsabilidades. Quanto maior for a capacidade, maior a cobrança de resultados (Mt 25.16-18).
Se o Senhor nunca falou nada ao nosso coração e se nunca recebemos nenhuma incumbência do Espírito Santo para fazer a obra, então estamos isentos de qualquer responsabilidade; no entanto, toda atribuição que recebemos de Deus será requerida por Ele.

CONCLUSÃO
A vida cristã exige compromisso e fidelidade para com aquele que nos chamou para “sermos de Jesus Cristo” (Rm 1.6). Esta fidelidade deve ser abrangente, completa.
Não significa cumprir alguns requisitos como se estivéssemos comprando a benevolência do Senhor, pois é, na verdade, o cumprimento com as obrigações inerentes ao Reino de Deus.
Somos chamados para exercer a mordomia cristã com responsabilidade, prudência e perseverança.

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